sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Senado barraqueiro...

A crise pela qual o senado brasileiro está passando devido aos possíveis escândalos envolvendo o presidente da casa José Sarney parece estar afetando os nervos de alguns senadores. As reuniões que deveriam ser efetivadas a fim de se discutir e procurar soluções para tais problemas estão se tornando verdadeiros barracos e lavação de roupa suja de quinta categoria.
O negócio ficou feio entre os senadores Pedro Simon (RS) e Renan Calheiros (AL). Simon, em seu discurso a favor da retirada de José Sarney da presidência do senado, alegou que Calheiros não defende só o atual presidente da casa, mas qualquer um que esteja no governo, o que deu a entender que Renan o faz apenas por interesse particular. Durante sua fala, Pedro Simon também citou o ex-presidente e atual senador Fernando Collor, relembrando ações políticas suspeitas realizadas entre Collor e Renan Calheiros numa possível reunião ocorrida na China em 1989. Após ver seu nome em relatos que considerou "invencionice", Collor solicitou a palavra e pediu para que Simon, antes de pronunciar qualquer feito relacionado a ele, "engolisse" e "digerisse" bem as palavras. Bem, pelo menos nesse dia, as expressões de "vossa excelência" não foram deixadas de lado, e a compostura foi de certa forma mantida.
Tudo piorou dois dias depois. Renan Calheiros de novo bateu boca, mas dessa vez com o senador Tasso Jereissati, depois que este pediu a retirada de um estranho que discursava em defesa de Calheiros. O bate-boca começou e o nivel foi lá em baixo, a ponto de ser necessária a intervenção de Sarney na função de presidente. Nem o indispensável "vossa excelência" dessa vez foi respeitado. Abaixo, algumas das farpas trocadas:

- Tasso: "Não aponte esse dedo sujo para cima de mim."

- Renan: "Dedo sujo é o do senhor, que paga jatinho com dinheiro do Senado"

- Tasso: "O dinheiro é meu, o jatinho é meu. Não é igual ao que você anda com seus empreiteiros. Coronel, cangaceiro de terceira categoria!"

Entre outros...

Bem, vamos ver até onde essa palhaçada de briga de egos vai dar e esperar o momento em que realmente veremos alguma utilidade prática pro plenário em relação a situação atual.
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Enquanto isso:



"Dá nela!.."

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